O direito real de servidão desempenha um papel relevante nas relações imobiliárias, especialmente em contextos urbanos, ao permitir que um imóvel exerça determinados direitos sobre outro. Este estudo tem como objetivo geral analisar os mecanismos jurídicos que garantem a proteção e efetividade do direito real de servidão, considerando os desafios enfrentados na sua implementação prática. A metodologia adotada caracteriza-se como pesquisa exploratória, com abordagem teórica e doutrinária, fundamentada na análise de legislações, doutrinas e jurisprudência aplicáveis ao tema, com ênfase nos artigos 1.378 a 1.389 do Código Civil e na função social da propriedade. Os resultados evidenciam que, apesar da previsão legal, a efetivação do direito de servidão enfrenta barreiras significativas, como a resistência de proprietários do prédio serviente, ausência de registro formal e divergência jurisprudencial. Destacou-se, ainda, que as servidões administrativas possuem regulamentação mais sólida e podem servir de modelo para as servidões privadas. As considerações finais apontam para a necessidade de aprimoramento legislativo, maior atuação dos operadores do direito e órgãos públicos, a fim de promover segurança jurídica, estimular a mediação de conflitos e assegurar a aplicação adequada da servidão como instrumento de equilíbrio entre o direito de propriedade e sua função social, contribuindo para um desenvolvimento urbano e rural mais justo e eficiente.