O presente artigo busca uma análise significativa sobre a influência que a mídia pode atingir nos julgamentos criminais, considerando os impactos que a exposição midiática pode causar na imparcialidade do processo, na formação da opinião pública e na atuação dos jurados e magistrados. Portanto, tem como objetivo compreender a força que a mídia tem de influenciar decisões processuais nos julgamentos criminais determinando suas implicações jurídicas na aplicação da lei, identificando possíveis interferências na persecução penal e as consequências sociais e jurídicas nas decisões proferidas. O estudo se baseia em uma revisão bibliográfica de doutrina, legislação e jurisprudência, bem como em dados estatísticos sobre os resultados das decisões proferidas pelo sistema de justiça. Os resultados apontam que a mídia exerce forte influência no processo penal, podendo comprometer a imparcialidade judicial e antecipar julgamentos sociais que violam direitos fundamentais. Essa interferência fragiliza a confiança no sistema judiciário e aumenta o risco de condenações injustas. Desta feita as considerações finais demonstram ser essencial estabelecer limites éticos para conciliar liberdade de imprensa e justiça, protegendo o devido processo legal, sem que sejam feridos os princípios democráticos.